segunda-feira, 11 de abril de 2011

Soneto 18




Se te comparo a um dia de verão,
És por certo mais belo e mais ameno,
O vento espalha as folhas pelo chão,
E o tempo do verão é bem pequeno. 

Ás vezes brilha o Sol em demasia, 
Outras vezes desmaia com frieza, 
O que é belo declina num só dia, 
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno, 
E a beleza que tens não perderás, 
Nem chegarás da morta ao triste inverno: 

Nestas linhas com o tempo crescerás. 
E enquanto nesta terra houver um ser, 
Meus versos vivos te farão viver. 

William Shakespeare

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