domingo, 15 de abril de 2012

Clarice Guilhermina - Parte 1

Me chamo Clarice Guilhermina, tenho dezesseis anos, e estou no ultimo ano escolar. Ainda tenho dúvidas do que vou fazer pro resto de minha vida, mas afinal, sou uma jovem indecisa e insegura. Bem, não estou aqui para falar apenas sobre mim, mas também, a respeito desse ano que foi bastante longo, enquanto eu gostaria que fosse... Rápido. Contarei a respeito de um alguém que se tornou importante em minha vida, mas antes, não era nada além de um... alguém...

 Era uma sexta-feira a noite, como de costume, eu e minhas amigas Alicia e Emily resolvemos dá um 'rolé' pela cidade. Alicia nos chamou para irmos a uma Boate que estava sendo inaugurada naquele mesmo dia. Como a Boate era para maiores de dezoito anos, eu tive na mente que seríamos barradas, mas, pensamos bem, e nos produzimos de uma maneira na qual os seguranças não iria nos barrar na portaria. 
 Chegando em frente a Boate, não consegui esconder o medo de estar mentindo e acabei sendo descoberta por um dos seguranças, assim ficando na portaria, enquanto as minhas duas amigas entraram sem ao menos olhar para trás. Fiquei bastante chateada e resolvi voltar para casa.
 No caminho. Percebi que existia alguém vindo em minha direção, fiquei com um certo medo, pois a rua esta deserta e com uma iluminação nada favorável para alguém que estivesse sozinho. Comecei a acelerar os passos, e de repente tocaram no meu ombro:
- Ah! Pode ficar com a minha bolsa, mas não me mate nem faça nada de ruim comigo, eu imploro.
- Calma moça! Eu não queria lhe assustar.
Com a adrenalina correndo solta em meu corpo e com medo de olhar para a pessoa, consegui ser corajosa e olhei para a mesma:
- E o que você está querendo ein? Me matar?
- Não, e peço-lhe desculpas novamente. Eu apenas gostaria de saber aonde está sendo inaugurada uma Boate por aqui. Sabes dizer?
- Você está de brincadeira comigo, não é?
- Mas por que eu iria brincar com você?
- Pelo simples fato de você ter vindo da posição da Boate. Nossa como você é estúpido. Me fala o que você quer! 
- Percebo que essa minha forma de lhe abordar foi péssima, serei sincero e breve. É que eu a vi na frente da Boate e gostaria de saber o seu nome, te achei bastante interessante...
- Cara! Você pode me responder uma pergunta? 
- Posso sim, quantas você desejar.
- Qual é o seu problema, ein? Você quase me matou, eu fiquei com muito medo.
- Não tenho problema algum, moça. E eu já lhe pedi desculpas várias vezes, sabe você é bastante arrogante!
- Dependendo da situação sou sim. E no caso, essa foi uma situação! Agora eu preciso ir, e você tem de ir à Boate. Se não sabes, é naquela direção. 
- Ei! Você poderia ao menos me falar o seu nome?
- Se queres saber... Descubra! 
 Me virei e comecei a andar rapidamente para a minha casa, e o rapaz não mais me seguiu. Chegando em casa, meus pais estavam na sala de estar - conversando super animados e apaixonados. Ambos estranharam por eu ter voltado tão cedo naquela sexta-feira, e logo começaram a me questionar:
- Já voltou filha? O que aconteceu?
- Não foi nada mãe. Apenas fiquei com dor de cabeça e voltei mais cedo, agora estou indo para o meu quarto. Boa noite!
- Boa noite. Se quiser algum remédio, tem no banheiro, você já sabe, não é?.
- Obrigada mãe. Mas, eu só preciso dormir mesmo.
Me aproximei dos dois, e dei um beijo na testa dos dois, subi em direção ao meu quarto, e deitei na cama. Ainda um pouco assustada com o que havia acontecido, fiquei pensando, até que adormeci.

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